! O Corneta | 14 de julho: Paralisação nacional

14 de julho: Paralisação nacional

Abaixo, mais depoimentos de trabalhadores sobre a desmobilização sindical no 14J.

“Só falação!” – Cinpal, Osasco e região

Em Osasco e região nem pijama nem teatro, só falação. Na Meritor e na Cinpal o sindicato foi às vespera da paralisação e na própria manhã do dia 14 falar da importância de paralisar, mas parar que é bom nada! Segundo um operário da Cinpal, “o sindicato falou, falou, falou mas não parou nada. Falam muito da reforma, mas o que deveria ser garantido pro trabalhador é um salário com aumento real, acima da inflação, reconhecendo o nosso trabalho, férias, 13º, essas coisas deviam ser garantidas, termos uma assistência de saúde!”

“Nem pra salvar os empregos” – Bardella, Guarulhos

“A economia do país tá parada, fora as nossas demissões, o que a gente mais vê é peão na rua com currículo na mão. Essa reforma da previdência não dá, tem que mudar. O sindicato nunca mais apareceu. Ixi, assembleia? Esquece! O sindicato abandonou! Nunca mais teve assembleia e tão mandando gente embora de qualquer jeito! Somos associados há muito tempo, mas infelizmente vou cair fora! O pessoal fica associado deles porque pelo menos o povo ia no clube, na colônia! Mas nem isso temos condição de ir mais! Ajudar? Não vejo nehuma ajuda deles não!”

“Povo dividido” – TM, São Bernardo

“Acho que a paralisação deixou a desejar. Pensei que os caminhoneiros também iam parar, mas valeu. O pior é que o povo tá dividido, os políticos estão pensando só neles. No final, se o governo aprovar, é mais uma vez o trabalhador se ferrando. Para os empresários essa reforma é ótima, é só ver o Silvio Santos, o Ratinho, na TV tudo defendendo.”

“Rendidos na mão do patrão” – Lorenzetti, São Paulo

“Aqui não vai parar contra a Previdência porque estamos ainda pagando o preço da última greve (por demandas internas) em que o Sindicato nos meteu de forma irresponsável e não bancou ficar à frente. Até hoje estão demitindo o pessoal como represália pela greve. Quem mais se ferrou foi o terceiro turno! Como é que vai parar com esse saldo? Na última greve geral aqui na Lorenzetti aconteceu igual na TM: pessoal do turno da manhã não chegou e o turno da noite ficou preso algumas horas, obrigado a manter a produção girando na falta de rendição!”