! O Corneta | Bolsonaro: a coisa ficou séria!

Bolsonaro: a coisa ficou séria!

Os atos de apoio a Bolsonaro foram ainda grandes, mas muito menores do que se poderia esperar após uma eleição que pôs, enfim, um freio ao poder do PT, partido que tanto ódio despertou na população trabalhadora.

Mesmo com a queda do PT, os interesses dos patrões continuaram no poder com Bolsonaro. Agora, depois que milhares de jovens foram às ruas contra os cortes na educação, o atual governo começou de fato a demonstrar o seu teto de vidro. Até aqui, eram só as trapalhadas e as próprias fragilidades da gestão que chamavam a atenção, até mesmo de seus eleitores. Mas na medida em que a economia do país não melhora e Bolsonaro dá seguidas demonstrações de que seguirá governando para os mesmos de sempre, o alarme começou a soar mais alto!

Ao contrário do discurso oficial, não são apenas os satélites e militância comprada pelo PT que está insatisfeita com os rumos do governo. Os rumores sobre uma nova possível e necessária greve dos caminhoneiros demonstram que os trabalhadores podem também entrar em cena nos protestos contra o governo. A absoluta maioria dos jovens que foram às ruas não foi protestar em nome dos partidos falidos ou pela liberdade de Lula, esses jovens da classe trabalhadora foram às ruas contra a falta de emprego, contra a falta de perspectiva de futuro.

A resistência dos trabalhadores contra a reforma da previdência é decisiva para selar o destino desse governo. E é também decisiva para não retornarmos ao passado, aos braços de falsos messias.

Nas fábricas, as ‘novidades’ têm sido as mesmas velhas notícias: omissão e bloqueio dos sindicatos e centrais sindicais, fechamento de plantas, demissões, arrocho, falta de pagamento de salários e reestruturação. A economia segue à mercê do desgoverno burguês!

Contra essa ingovernabilidade dos de cima, não há saída que não passe por confiarmos só nas nossas próprias forças e organizarmos a resistência dos de baixo! O nosso destino segue nas mãos da ação da classe trabalhadora!

Ouça, aqui, editorial da Transição Socialista