! O Corneta | Cornetadas da Bardella - janeiro de 2018

Cornetadas da Bardella – janeiro de 2018

Incerteza adoece

Na Usinagem que é um setor de trabalho pesado tem de tudo: com os atrasos, tem gente indo pro psicólogo, gente que perdeu a imunidade, não tem como passar por isso e ficar tranquilo ou bem de saúde. Não dá pra saber hoje o que eu sou: tenho uniforme e crachá, mas me sinto um desempregado.

A greve ensina

Eu nunca fui de fazer greve, mas, olha, o que nós fizemos aqui ensina muito, porque dá pra ver quem tá do nosso lado. Não é possível, só tô lutando pelo que é meu!

Pra boi dormir

Uma hora falam que vão falir, outra que o contrato da Marinha vai salvar tudo ou que vai ter empresa chinesa que vai comprar: a cada dois ou três meses eles inventam essas histórias para tirar o foco e justificar os atrasos. Deixam a gente na esperança ou no medo de que algo pode acontecer só pra gente continuar trabalhando!

Se vira nos 30!

Cada um se vira como pode, alguns precisam ter apoio de familiares pra pagar as contas, muitos com o cartão estourado, devendo, ou fazendo Uber à tarde. A maioria simplesmente já tocou o foda-se. No último período, contando 13º e férias, tem 7 meses que eu não recebi! Na Usinagem é isso: 6 ou 7 meses sem pagamento. Mesmo no controle de qualidade, tem gente sem receber 6 salários!

Cortando o vazio

O que a Bardella acha? Que a gente vai pegar empréstimo no banco pra emprestar metade do nosso salário pra ela? Eles não podem cortar aquilo que mal pagam! O sindicato também não pode fazer vista grossa e se conformar com a justiça: essa coisa “de melhor 50 do que 30%” é baixar a cabeça, como uma greve dessa pode ser injusta?

31.01.2018

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