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DIEESE: 4 em cada 10 greves de 2017 foram por direitos ou salários atrasados

O DIEESE lançou agora em setembro o balanço das greves no Brasil em 2017. Foram 1.566 greves ao longo de 2017, totalizando mais de 94 mil horas paradas. A ampla maioria delas, 81%, foram greves defensivas, isso é, reivindicavam manutenção das condições vigentes, por exemplo em lutas contra demissões e piora do contrato coletivo, e por cumprimento de direitos desrespeitados pelo patrão.

O balanço do DIEESE mostra que as greves passam a ocorrer, cada vez mais, como reação imediata a ataques, como demissões e atrasos de salário. Se, em 2013, só uma em cada cinco greves reivindicava salários ou direitos atrasados, em 2017 foram mais de quatro em cada dez, 44%.

A maioria das greves, seis em cada dez, foram realizadas localmente, nas empresas, enquanto as outras quatro foram de categorias inteiras.

O número de greves diminuiu em relação a 2016, quando tivemos 2 mil greves, mas segue muito acima do período anterior a 2013, quando havia menos de 500 greves por ano. Em média histórica, a cada ano que passa, a classe trabalhadora luta mais. Como o crescimento é lento, às vezes o companheiro não percebe. Mas não está distante o dia em que o lento aumento quantitativo vai dará um salto qualitativo. À luta, companheiros!

Veja AQUI o caso da Bardella-Guarulhos que fez mais de uma greve em 2017 por não pagamento de salários

Leia AQUI o relatório completo do Dieese com o balanço das greves

01.10.2018

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